sexta-feira, 18 de maio de 2018

Retardo mental leve: o que é e principais características

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O retardo mental leve ou deficiência intelectual leve é caracterizada por limitações discretas relacionada à aprendizagem e capacidade de comunicação, por exemplo, que demoram a ser desenvolvidas. Esse grau de deficiência intelectual pode ser identificado por meio de teste de inteligência, cujo quociente intelectual (QI) é entre 52 e 68.

Esse tipo de deficiência intelectual é mais frequente no sexo masculino e normalmente é percebido logo na infância a partir da observação do comportamento e dificuldade de aprendizagem e interação ou presença de comportamento impulsivo, por exemplo. O diagnóstico pode ser feito por um psicólogo ou psiquiatra não só por meio da realização de testes de inteligência, mas também pela avaliação do comportamento e pensamento da criança durante as consultas e relato dos pais ou responsáveis.

Apesar da capacidade intelectual limitada, as crianças com retardo mental leve podem beneficiar-se com a educação e psicoterapia, já que suas habilidades são estimuladas.

Principais características

As pessoas com deficiência intelectual leve não apresentam alterações físicas evidentes, mas podem apresentar algumas características, como por exemplo:

  • Falta de maturidade;
  • Pouca capacidade de interação social;
  • Linha de pensamento muito específica;
  • Apresentam dificuldade de adaptação;
  • Falta de prevenção e credulidade excessiva;
  • Possuem capacidade de cometer crimes impulsivos;
  • Comprometimento da capacidade de julgamento.

Além disso, as pessoas com retardo mental leve podem apresentam episódios epiléticos e, por isso, devem ser acompanhadas por um psicólogo ou psiquiatra. As características do retardo mental leve são variáveis entre as pessoas, podendo haver variação relacionada ao grau de comprometimento do comportamento.

Fonte: Tua Saúde

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Crianças com autismo têm direito a amparo social pelo Governo

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Crianças com autismo podem receber auxílio financeiro do Governo. O auxílio se chama de “Benefício Assistencial”, e é dado para pessoas que possuem deficiências que impedem o seu desenvolvimento normal, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

De acordo com o advogado Tiago Baracuhy, nem todas as pessoas com deficiências têm direito ao auxílio. Existe um requisito decisivo para que o Governo disponibilize o recurso: a renda familiar. “A renda precisa ser composta de 1/4 de salário mínimo para fins previdenciários” explica.

Na prática, o advogado explica: em uma casa com duas pessoas, apenas uma pode receber salário mínimo. O benefício também não dá direito ao 13º salário.

Confira explicação do especialista:



Fonte: MaisPB

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Uma criança com deficiência: a inclusão é urgente


“Não estamos preparados”.

Essa é a fala mais recorrente, quando se trata de inclusão escolar. A escola não está preparada, os professores não estão qualificados, o espaço físico da escola não está adaptado, a comunidade escolar, como um todo, não se sente apta a receber uma criança com algum tipo deficiência, especialmente aquela com restrições e demandas mais incomuns.

De fato, não estamos e nunca estaremos totalmente preparados para lidar com as diferenças, e estes alunos chegam às escolas desafiando nossas práticas, nossas normas, nossas metodologias, nosso espaço e nossas possibilidades.

Quando minha filha, Rebecca, nasceu, nós também não estávamos preparados para ela. Se me perguntarem agora, depois de dois anos, se, enfim, me sinto preparada, a resposta também será NÃO. Esse preparo, na verdade acontece junto com ela, através dela, por ela, na convivência com ela… É a Rebecca quem me mostra o que funciona e o que não funciona, o que é ajustável e o que é inviável, o que pode ser mantido e o que precisa ser mudado para que a nossa vida inclua o viver tão singular dela… para que a nossa casa seja um espaço pensado também para ela, para suas necessidades.

Rebbeca tem uma microdeleção cromossômica, o que é, em outras palavras, uma “desordem cromossômica” rara  em que parte de um cromossomo é “perdida”, acarretando em vários déficits neuromotores. Esta alteração genética pode ter consequências variadas, uma vez que cada cromossomo carrega uma importante série de genes, cada qual responsável por transmitir informações essenciais para o desenvolvimento e o crescimento do indivíduo. É identificada como síndrome de deleção 5q14.3. Infelizmente, não há um nome mais simples para descrevê-la.

Não tivemos tempo de nos prepararmos para conviver com as diferenças da nossa filha. Nosso preparo é diário, contínuo e sempre inacabado, porque acompanha uma demanda constante de mudanças e reestruturações, como ao meu ver deve ser a inclusão na escola: um incessante preparo/reparo em busca de um acolhimento cada vez maior, cada vez mais justo.

Mais importante do que estarmos preparados, é a preocupação de estarmos nos preparando.

Uma escola pode não ter os recursos necessários para atender da melhor maneira uma criança com deficiência, mas uma atitude inclusiva passa pela acolhida incondicional e, principalmente, pela vontade de transformar esta escola em um espaço adaptável. É pensar que, se essa escola não comporta qualquer criança, então, este espaço é excludente. E para que seja diferente disso, é preciso que a escola se reinvente.

As crianças com deficiência têm pressa de que a inclusão seja uma realidade nas escolas pois nem elas, e nem qualquer criança,  podem esperar pelas escolas “ideais”. As crianças com deficiência de hoje não podem esperar até que as escolas tornem-se espaços de acessibilidade plena, que todos os professores estejam qualificados para atendê-las, que o governo dê subsídios à inclusão e que todas as condições sejam favoráveis para que, só então, sejam aceitas na escola regular.

A inclusão é urgente e esta transformação, tão necessária nos espaços, nas metodologias, nos instrumentos avaliativos, na formação dos educadores e na consciência social, precisa acontecer durante o processo de implantação da práticas acolhedoras, porque quem ainda não faz parte, precisa ter a chance de sentir-se parte de sua própria história e da história de sua comunidade. A inclusão tem pressa porque a exclusão existe e persiste, muitas vezes, de forma velada. A inclusão é necessária para se contrapor à exclusão em todas as suas formas.

Por Sara Lopez para o Entretantoeducacao.com.br

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Dicas para ajudar no desenvolvimento de linguagem da criança com deficiência auditiva


A estimulação do desenvolvimento da linguagem, em interações verbais com o bebê, deve ter início desde o nascimento. Na deficiência auditiva, a estimulação da linguagem deve ser intensificada tão logo seja realizado o diagnóstico da perda auditiva.

É claro que a linguagem oral não se desenvolve espontaneamente e depende da interação, das conversas e do estímulo oferecido pelas pessoas à criança.

Seguem algumas dicas para vocês ajudarem seus filhos no início do desenvolvimento de linguagem:

Como na criança ouvinte, a criança que usa aparelhos auditivos e/ou implante coclear deve escutar todas as horas do dia em que estiver acordada! A audição deve fazer parte da personalidade da criança!

- Escutar deve ser muito prazeroso para a criança e ela deve entender que os sons que escuta têm um significado! Use sinal de escuta! Fale sobre o que ela escutou!

- Mesmo que a criança ainda não fale, é importante ter uma comunicação real com ela, conversando sobre o que acontece em seu dia-a-dia, sobre as brincadeiras, etc.

- A criança com deficiência auditiva muitas vezes precisa escutar várias vezes uma mesma palavra em diferentes situações até compreender seu significado e usar esta palavra! Use repetições dentro de frases, músicas, histórias...

- Falar com voz clara e rica em melodia, assim como cantar, faz com que a criança perceba melhor os sons da fala!

- Dê um tempo de espera para a criança escutar e responder o que escutou. Também deixe a criança perceber que existe a vez de um falar e outro ouvir!

- Lembrar-se que nem sempre uma única vez é suficiente para que a criança entenda o que foi dito ou entenda e apreenda a palavra!

- Utilize o cadernos de experiências: É um caderno comum, de preferência de desenho, com registros de situações de vida diária que foram importantes e significativas na vida da criança. Estes registros podem ser uma foto, um desenho ou uma ilustração que representem estas situações.

Os pais podem, ainda, escrever algumas frases sobre a situação.

Por exemplo: a criança foi no zoológico e gostou muito. Este passeio pode ser registrado no Caderno de Experiências com fotos ou figuras dos animais que ela viu, pode ser colado o papel do ingresso do zoológico com o desenho da criança e quem a levou no passeio, o papel do sorvete que ela tomou no zoológico pode ser colado no Caderno, entre outros registros.

Assim, o Caderno de Experiências oferecerá um contexto sobre aquele passeio, e para as crianças que ainda não falam, auxiliará na manutenção do diálogo tanto com os pais como também com outras pessoas que não estavam no mesmo passeio.

- Atividades como álbuns de fotos, livros de histórias, músicas, teatrinhos com brinquedos, fantoches, brincadeiras de faz-de-conta e outras atividades devem ser exploradas ao máximo com a criança.

É a partir das conversas destas várias situações que ela desenvolverá ao máximo seu potencial! As atividades do cotidiano, como fazer um suco, bolo, brigadeiro, consertar alguma coisa em casa, a hora do banho, da alimentação, ir às compras, entre outras, também são atividades que devem ser aproveitadas para a estimulação da audição e da linguagem. 

Fonte: Dr. Luiz Fernando Lourençone

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Mãe dá melhor resposta após foto da filha ser usada pra promover aborto

mãe filha especial
Foto: Reprodução Arquivo Pessoal – A mãe Natalie tomou uma atitude após atacarem sua filha na internet

Após fotos de sua filha terem sido usadas de forma cruel, a mãe Natalie Weaver deu uma excelente resposta


A mãe norte-americana Natalie Weaver deu uma excelente resposta após algo cruel ser feito contra sua filha Sophia. A menina de apenas nove anos nasceu com má formações na face, pés e mãos. Além disso, com um ano de vida, ela foi diagnosticada com a Síndrome de Rett, um problema que afeta o cérebro e leva a complicações na fala e nas funções motoras.

Por causa dos diversos problemas de saúde, a menina precisa de cuidados 24 horas por dia. “Ela se alimenta por meio de tubos. Tem uma bolsa para colostomia e sofre convulsões, tudo por causa das má formações e da síndrome de Rett”, contou Natalie em entrevista ao canal americano CNN.

Recentemente, Natalie começou a falar mais publicamente sobre a condição de sua filha. Ela fez isso para protestar contra mudanças no plano de saúde da menina.

Infelizmente, alguns internautas pegaram as fotos da menina e começaram a utilizá-la de forma cruel no Twitter. Estes trolls postaram a foto de sua filha junto com um texto defendendo o aborto coercitivo (obrigatório).

Ao ver o post cruel, Natalie imediatamente o denunciou para o Twitter. “Mas não adiantou, o post continuou lá e eu ainda recebi uma mensagem do Twitter dizendo que o post NÃO ia contra as políticas deles”, recorda-se Natalie.

Então, Natalie deu uma resposta excelente aos críticos. Ela postou a conta do troll em seu Twitter e pediu aos internautas para denunciarem. Além disso, ela escreveu um lindo texto sobre sua filha.

Confira as lindas palavras de Natalie sobre a filha: “Apesar de Sophia sentir dor em alguns momentos e passar por desafios todos os dias, ela também tem momentos em que dá risada e sorri. Ela já passou por 22 cirurgias, mas se recuperou rapidamente e soube lidar com a dor muito bem. Ela nos surpreende sempre. Minha filha se esforça muito para fazer coisas que para a maioria das pessoas parecem banais como andar, falar, usar as mãos… Mas quando ela consegue fazer alguma coisa, fica muito orgulhosa e também nos enche de orgulho. A cor favorita dela é o verde. Às vezes ela até fala verde e ela ama música e bate palmas de acordo com o ritmo de cada música perfeitamente. Ela gosta de fazer bolinhas de sabão e de quando nós lemos para ela. Sophia também vira o olho para a mãe e é espoleta como qualquer criança de nove anos. Apesar de termos que lidar com muita dor e desafios na vida, nós sabemos o real significado da felicidade e de viver o momento. Todas as dificuldades que vivemos fazem com que os momentos de felicidade sejam ainda mais incríveis. Nós apreciamos as coisas pequenas e nós amamos a nossa linda menina. E temos muito orgulho dela. Nossa filha é capaz de fazer toda dor e medo ir embora só com um abraço”.

Além disso, Natalie denunciou os trolls para diversas emissoras de televisão nos Estados Unidos! E após uma semana e meia, o Twitter finalmente cancelou a conta do troll e retirou o post cruel do ar! “Eles se desculparam e retiraram a conta do ar. Mas eu acho que eles precisam melhorar suas políticas para proteger as pessoas com algum tipo de deficiência”, concluiu Natalie.

Veja a seguir algumas fotos de Sophia com sua família:




Fonte: Bebê Mamãe